o orgulho francês
Em meio à tormenta, Macron faz o possível para recuperar prestígio antes da eleição
de 2027

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Os corredores do Louvre, geralmente lotados, ainda estavam meio vazios naquele começo da manhã de sexta-feira, 19 de setembro — dia que passaria para a história como um dos mais vexaminosos para o museu mais visitado do mundo. Em não mais do que sete minutos, ladrões promoveram uma invasão cinematográfica da Galeria de Apolo, famosa sala que abriga um acervo de joias da coroa francesa. No total, oito peças foram roubadas — seriam nove, mas, na pressa, os criminosos deixaram para trás a coroa da imperatriz Eugênia — em plena luz do dia, com a ajuda de equipamentos básicos. Dois dos larápios subiram até uma janela da galeria, situada no primeiro andar, usando a escada e a plataforma de elevação de carga de um caminhão de mudança roubado dias antes. Quebraram o vidro, entraram e, com uma serra elétrica portátil, cortaram duas vitrines e retiraram joias cravejadas de diamantes e esmeraldas, antes de descer pelo mesmo caminho e fugir em motocicletas conduzidas por dois cúmplices. Todos os quatro envolvidos estão presos, aguardando julgamento, mas os objetos surrupiados, de valor incalculável, não foram recuperados.
De modo a não perdermos o tom da prosa, deve-se também imaginar o ensaio geral de 2025 em áreas menos mercuriais, mas igualmente interessantes. O Oscar de filme internacional para o belíssimo Ainda Estou Aqui e a torcida por Fernanda Torres são atalho inegável para a carreira de sucesso de O Agente Secreto e Wagner Moura. No esporte, acompanhamos a infância do tenista João Fonseca, que em 2026 viverá a pressão de quem saltou da posição de número 145 do ranking mundial para o 24º lugar. E Carlo Ancelotti, o italiano que treina a seleção? Entronizado em maio na canarinho, fará valer sua competência em junho e julho do ano que vem, na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá.